Vinte estados têm tendência de estabilidade ou queda na incidência de dengue

Vinte estados têm tendência de estabilidade ou queda na incidência de dengue

 

Vinte estados brasileiros apresentam tendência de segurança ou queda na incidência de dengue, de conciliação com o cenário epidemiológico atual da doença apresentado pela secretária de Vigilância em Saúde e Envolvente, Ethel Maciel, nesta terça-feira (2/4).

Amapá, Ceará, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul e Tocantins sinalizam segurança. Outros sete estados apresentam tendência de queda: Acre, Amazonas, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Piauí e Roraima, além do Província Federalista. As unidades federativas com tendência de aumento são Alagoas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Setentrião e Sergipe.

De conciliação com Ethel, embora o cenário sinalize esfriamento da doença na maior secção do País, é necessário cautela antes de instituir que o pico dos casos de dengues já passou. “Levante é um momento que ainda requer atenção. E precisamos que as pessoas continuem dedicando 10 minutos contra a dengue buscando possíveis focos do mosquito. Também temos a premência de que, naqueles municípios onde as vacinas estão disponíveis, os responsáveis levem as crianças para se proteger”, disse.

O diretor do Departamento do Programa de Imunizações (DPNI), Eder Gatti, destacou que a terceira remessa de vacinas já está sendo utilizada para repor as doses remanejadas entre os municípios. A iniciativa procura otimizar a emprego. “Nosso objetivo é prometer a vacinação dos municípios que consumiram todas as doses. Ou por outra, com a ampliação da imunização, também conseguimos incluir mais Regiões de Saúde na emprego”.

O Ministério da Saúde reforça que o foco deve estar no enfrentamento do Aedes aegypti , ocasionador da doença, por meio da eliminação dos criadouros do mosquito, embora o país já conte com as primeiras remessas do imunizante.

Suporte a estados e municípios

O Ministério da Saúde segue fazendo um seguimento direto da situação da dengue junto à vigilância dos estados. A pasta já liberou R$ 94,7 milhões, por meio de portarias, uma vez que suporte para enfrentamento a emergências para os seguintes estados além do Província Federalista: Acre, Amapá, Goiás, Espírito Santo, Minas Gerais, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande. Também foram contemplados mais 382 municípios. Os recursos são secção do R$ 1,5 bilhão reservado para oriente término.

A pasta também destinou mais de R$ 300 milhões para o incremento financeiro federalista do Componente Substancial da Assistência Farmacêutica no Sistema Único de Saúde (SUS). A recomposição do orçamento se dará por meio de aumento retroativo e contempla medicamentos que tratam sintomas da dengue .

Na última semana, foram promovidas duas visitas técnicas para dar suporte às ações de vigilância, controle vetorial e assistência nos municípios de Ribeirão Preto e Campinas, em São Paulo. O Ministério da Saúde realizou, ainda, webinário com o objetivo de qualificar os profissionais que fazem secção da Rede Vernáculo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (Renaveh) e outros interessados sobre a investigação de arboviroses, além de seminário com secretários estaduais e municipais de saúde para debater o desenvolvimento de medicamentos para doenças negligenciadas.

Situação epidemiológica

Até a Semana Epidemiológica 13 de 2024, o Brasil contabiliza 2,6 milhões de casos prováveis de dengue. Os óbitos pela doença são 991 e 1,4 milénio estão em investigação. Até o momento, 11 estados decretaram emergência assim uma vez que 465 municípios.

Investigação de óbitos

Os técnicos do Ministério da Saúde explicaram, ainda, o método de investigação de um óbito por uma doença de notificação compulsória – caso da dengue . Levante não é um processo simples, exigindo apuração clínica, epidemiológica e laboratorial.

A extensão de vigilância dos municípios tem até 60 dias para concluir a investigação e registrar o óbito no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Os óbitos podem passar, ainda, por uma estudo em comitês de investigação locais ou estaduais, e a caracterização pode ser alterada, impactando no número de óbitos do banco de dados.

Alguns casos de maior seriedade podem não ter tido coleta de amostras e em algumas situações essa coleta e todo o diagnóstico laboratorial ocorre muito ulterior à morte, por meio dos serviços municipais e estaduais de verificação de óbitos.

Por: Ministério da Saúde (MS)
Edição: Yara Aquino