No Dia Mundial da Água, Ministério alerta para cuidado com as Cisternas

No Dia Mundial da Água, Ministério alerta para cuidado com as Cisternas

Para substanciar a prática, o Programa Cisternas inaugura uma série de ações de divulgação sobre uma vez que manter o bom funcionamento dessas tecnologias sociais

Entrada à chuva é recta de todas as pessoas, guardado pela Constituição Brasileira, por meio da Lei Orgânica de Segurança Nutrir e Nutricional (LOSAN), instituída no país desde 2006. Lembrar disso neste 22 de março – data em que o planeta celebra o Dia Mundial da Chuva – é reafirmar a influência do conjunto de ações e programas que vem sendo implementado no país nesta direção, com foco principalmente nos grupos mais vulneráveis, cada vez mais afetados pelas mudanças climáticas.

Momento propício também para invocar a atenção sobre a influência das tecnologias sociais implementadas no Semiárido brasílico por meio do Programa Cisternas, que ao longo de sua realização já garantiu o atendimento de mais de um milhão de famílias rurais de baixa renda e de milhares de equipamentos públicos, sobretudo escolas públicas instaladas no meio rústico atingidas pela seca ou pela falta regular de chuva.

“Dessa trajetória virtuosa, que começou em 2003, chegamos aos dias atuais com algumas cisternas já com mais de 20 anos, que demandam cuidados em função do desgaste proveniente decorrente do uso ao longo desse tempo”, alertou Camile Sahb, diretora do departamento responsável pela realização do Programa Cisternas.

Por isso, tão importante quanto a instalação das cisternas de placa, são os cuidados com esta tecnologia social, seja para armazenar chuva para consumo humano, seja para armazenar chuva para produção de vitualhas. “Cuidar das cisternas é cuidar da saúde das pessoas. É prometer que a chuva vai ser armazenada adequadamente e que será boa para tomar e cozinhar”, finalizou a diretora.

Por esse motivo, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Miséria (MDS), por meio da Secretaria Pátrio de Segurança Nutrir e Nutricional (Sesan) dá início a uma série de ações voltadas ao desvelo com as cisternas.

Entre as atividades, a Sesan vai trazer, por meio dos principais canais de notícia do Ministério, informações periódicas com o objetivo de orientar as famílias beneficiárias sobre os cuidados necessários para manter o bom funcionamento destas tecnologias sociais.

Nesta primeira versão, uma série de dicas básicas de desvelo com as cisternas, extraídas de diversos materiais publicados por organizações da sociedade social que atuam uma vez que parceiros executores do programa.

Cuidados com a cisterna

10 passos básicos para prometer seu bom funcionamento:

Mantenha a cisterna sempre pintada. A cor branca reflete a luz do sol e faz a temperatura encolher quase dois graus. Aliás, a pintura ajuda a prevenir fendas e vazamentos;

Depois o período de chuvas, guarde os canos na sombra e com as bocas fechadas. Isso impede o ressecamento e a ingressão de pequenos animais;

Deixe sempre ao menos um palmo de chuva na cisterna para ajudar a evitar rachaduras;

Quando vierem as primeiras chuvas, lave muito o telhado antes de conectar a calha e o canudo à cisterna, evitando que resíduos indesejados escorram com a chuva para dentro do reservatório. Sobre isso, é importante sobresair que, desde 2017, as cisternas de placa são equipadas com um dispositivo instalado entre as calhas e o reservatório que armazena a chuva das primeiras chuvas, permitindo que somente posteriormente a lavagem do telhado e das calhas a chuva seja direcionada para esse lugar e não diretamente para a cisterna;

Lave a calha e o canudo com chuva sanitária;

Mantenha as entradas da cisterna sempre fechadas para evitar a presença de insetos;

Verifique se o crivo está instalado corretamente na ingressão da cisterna: ele impede que areia, insetos e outras sujeiras contaminem a chuva;

Evite misturar a chuva da cisterna com a de outras fontes – açudes, caminhão-pipa e barreiros. Geralmente essas águas não passam por tratamento e podem não ser adequadas para o consumo humano;

Não deixe que animais durmam em cima da cisterna. As fezes e a urina dos bichos podem escorrer para dentro do reservatório e contaminar a chuva;

Mantenha o envolvente em volta da cisterna sempre limpo. O ideal é rodear e fazer uma cobertura com lona ou telhado, se verosímil.

Cisternas de Placas

 

A cisterna de placas é um grande reservatório para o armazenamento de chuva da chuva. Esta tecnologia simples e de reles dispêndio, é equipada com um sistema de calhas para aproveitar a chuva que escorre dos telhados das casas. Por ser um repositório tapado, evita a evaporação da chuva e impede a contaminação causada pelos mais diversos fatores.

Há diferentes modelos de cisternas, podendo servir para captação e armazenagem de chuva para consumo humano e para produção de vitualhas.

Cada cisterna de chuva para consumo humano é capaz de armazenar 16 milénio litros de chuva, no caso de cisterna domiciliar, , sendo suficiente para necessidades uma vez que tomar, cozinhar e preparar vitualhas, de uma família de cinco pessoas, durante oito meses de seca. Ainda para consumo, a cisterna escolar tem capacidade de armazenar 52 milénio litros de chuva. Mesmo tamanho têm as cisternas de chuva para produção, que se diferenciam pelo padrão de captação: calçadão ou enxurrada.

Também são tecnologias sociais de captação de chuva para produção as barragens subterrâneas e os barreiros-trincheira. Independentemente do padrão, cada uma dessas tecnologias sociais demanda cuidados. Permanecer discreto a eles é compromisso de todos e responsabilidade de cada beneficiário.

Por: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Miséria (MDS)