Governo federal, estados e municípios articulam adaptação à mudança do clima

Governo federal, estados e municípios articulam adaptação à mudança do clima

 

O Governo Federalista realizou na terça e quarta-feira (19 e 20/3) oficina com representantes de Estados e municípios para pronunciar a coordenação e cooperação na adaptação à mudança do clima. O encontro em Brasília (DF) é segmento da atualização do Projecto Vernáculo sobre Mudança do Clima (Projecto Clima), que guiará a política climática brasileira até 2035.

Os participantes da oficina “Federalismo Climatológico” debateram papéis, responsabilidades e possibilidades de ações dos diferentes níveis de governo para a adaptação à mudança do clima , buscando identificar necessidades, prioridades e demandas dos Estados e municípios para o novo Projecto Clima. As informações também direcionarão iniciativas federais para concordar governos subnacionais na construção de suas estratégias de adaptação.

A ministra Marina Silva destacou na brecha da oficina, no Palácio Itamaraty, as diferentes responsabilidades no combate à mudança do clima. Os problemas, possibilidades de ação e capacidades de pronunciação e mobilização de recursos, completou, variam entre as esferas de governo:

“O Brasil é um país diverso, com a veras bastante diversificada em relação aos problemas que nos afetam”, afirmou a ministra. “O enfrentamento da mudança climática deve atender em primeiro lugar a esse olhar para as especificidades de cada região, de cada Estado e de cada município.”

O Projecto Clima foi instituído em 2009 para executar a Política Vernáculo de Mudança do Clima. Ermo pelo governo anterior, a iniciativa foi retomada em 2023: o Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM), reestruturado pelo presidente Lula, criou grupos de trabalho para atualizá-la. O processo de revisão é colaborativo, e oficinas para ouvir diferentes setores da sociedade são realizadas desde o ano pretérito.

A novidade versão terá eixos de mitigação e adaptação, cada um com estratégias nacionais e planos setoriais — oito para mitigação e 15 para adaptação —, além de metas e meios de implementação. A construção é realizada em parceria com mais de 20 ministérios e órgãos federais.

A elaboração do Projecto Clima – Adaptação é coordenada pelo Ministério do Meio Envolvente e Mudança do Clima (MMA), com orientação técnico-científica do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

Segundo a plataforma AdaptaBrasil, do MCTI, 66% dos 5.570 municípios brasileiros têm capacidade baixa ou muito baixa de adaptação a eventos climáticos extremos. De harmonia com a gerente de sustentabilidade da Confederação Vernáculo de Municípios (CNM), Cláudia Lins, houve 60 milénio decretações de emergência no Brasil de 2013 a 2023, 90% delas em municípios de até 50 milénio habitantes. A maior segmento foi devido à seca.

Uma das prioridades do MMA, afirmou Marina, é concordar os Estados e municípios na superação de gargalos e no chegada a recursos financeiros e humanos para enfrentar a mudança do clima. Iniciativas federais incluem o programa AdaptaCidades, que apoiará a construção de 260 planos municipais de adaptação à mudança do clima.

“Queremos que até 2025, quando a gente tiver a COP realizada no Brasil, todas as unidades federativas tenham seus planos de ação climática, com o pilar de mitigação e o pilar de adaptação. E isso se encontra com o objetivo do governo federalista”, afirmou o governador do Espírito Santo e presidente do Consórcio Brasil Virente, Renato Casagrande.

A urgência de ação multinível também foi reforçada pelo prefeito de Niterói (RJ) e presidente da Percentagem Permanente da Frente Vernáculo de Prefeitos de Cidades Atingidas ou Sujeitas a Desastres, Axel Grael:

“Nós não podemos agir localmente e deixar de lado as outras instâncias de governança, sejam elas estaduais, pátrio, planetária. A gente não pode olhar para cidade que a gente vive e delegar para alguém, sem o nosso séquito e participação, resolver o porvir nessas outras instâncias”, afirmou o prefeito.

Também participaram da cerimônia de brecha representantes da Secretaria-Universal da Presidência da República, da Secretaria de Relações Institucionais e dos Ministérios das Relações Exteriores, das Cidades e da Integração e do Desenvolvimento Regional, além de integrantes da Associação Brasileira de Municípios (ABM), da Associação Vernáculo de Municípios e Meio Envolvente (Anamma), da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Envolvente (Abema) e do Consórcio Brasil Medial.

Assista aqui à brecha da oficina.

Por: Ministério do Meio Envolvente e Mudança do Clima (MMA)